O Rafael Galvão fez um post sobre o Rottentomatoes, mas também sobre o filme Wall.e.  Fiz lá o seguinte comentário, que transformo em post aqui, oportunisticamente:

Paraíba,
Filmes são o que os economistas chamam de “bens de experiência”; diferentemente de uma caixa de ovos, você só pode ter noção sobre a qualidade de um filme após “experimentá-lo” (*).
A crítica existe precisamente por esse motivo.  No entanto, há um grande problema quando nos vemos diante da resenha de um crítico: há uma assimetria de informação entre você e o crítico. Ele já viu o filme, você não; e a princípio, você não conhece o crítico suficientemente para saber aquilatar tudo o que ele está dizendo do filme (de bom ou ruim).
Diante disso há duas possibilidades:
a) Busque e encontre um ou mais críticos cuja sensibilidade ressoe com a sua.  Neste caso você provavelmente errará pouco.
b) Busque a opinião do maior número de críticos possível e deixe que a Lei dos Grandes Números opere em seu benefício.
Qualquer das duas alternativas demandará do consumidor a utilização de uma regra básica: conhece-te a ti mesmo.  No caso a) para saber se você e o crítico têm mesmo afinidade; no segundo caso, para saber se você é um contrarian avesso a tudo o que o resto da Humanidade adora.
No tocante à apreciação da obra cinematográfica em si, a coisa é um tanto complicada.  Para começar, as pessoas podem apenas estar em busca de entretenimento puro e simples.  Nesse caso é até admissível que sejam capazes de desenvolver um feeling para a qualidade do produto mais ligado ao pedigree dos atores, diretores, produtores, etc, do que à opinião do crítico _ simplesmente porque o produto “artístico” é mais variável e multidimensional do que o produto voltado para o “entretenimento”.
Por outro lado, se formos falar de “arte”, aí recairemos na espinhosa tarefa de ter primeiro que definir o que significa tal conceito.  Eu não vou nem tentar fazer isso, mas tenho uma intuição de que experiência e mais fundalmentamente a idade (porque há coisas incompressíveis no tempo, o que a experiência por si só não abarca) alteram sensivelmente a nossa capacidade de se espantar com alguma coisa (o que acho que deveria fazer parte de um conceito de arte, embora seja apenas um fator) ou achá-la bela (o que é um outro fator).
Nesse sentido muito particular, eu, diferentemente de você, acho que o filme inovou bastante na narrativa sim, se olharmos do ponto de vista de um público…adulto.  Em boa parte do filme, saber o que está acontecendo não é nada trivial, e exige uma certa quantidade de pressupostos dos quais talvez não estejamos cientes em uma primeira olhada.  Em outras palavras, eu conheço um bom contingente de adultos que não entenderia esse filme.  Mas me parece que as crianças já estão adaptadas a esse tipo de linguagem, talvez até por causa dos games.
E isso, eu imagino, é só um exemplo do “the shape of things to come”…

(*) a rigor, um ovo também só pode ser conhecido após deglutido, ou cheirado.  Mas a questão é que filmes são produtos muito menos padronizados que ovos.

Isso é muito estranho:

Corpo de padre desaparecido é encontrado em alto mar no Rio

Adelir de Carli foi encontrado ainda com aparatos de vôo por um rebocador da Petrobras, a 100 km de Maricá

RIO - O corpo do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em 20 de abril no Paraná, tentando bater o recorde de vôo usando balões de festa, foi encontrado na quinta-feira, 3, a 100 quilômetros da costa de Maricá (RJ), por um rebocador a serviço da Petrobras, informou a companhia na tarde desta sexta-feira, 4. O padre tinha saído da cidade de Paranaguá (PR) com o objetivo de pousar em Dourados (MS). Os ventos, porém, teriam desviado o padre de seu percurso, levando-o para o mar.

O rebocador Anna Gabriela encontrou o corpo por volta das 16 horas de quinta no mar, ainda com aparatos de vôo, e chegou à 1h40 da madrugada à cidade de Macaé (RJ), onde o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) local e o caso foi registrado na 123.ª Delegacia de Polícia.

***

Pergunto: como pode um corpo permanecer flutuando no mar por mais de dois meses?

Deu no Folha Online:

Farmácias estatais da Suécia começam a vender pênis de plástico

DIÓGENES MUNIZ
Enviado especial da Folha Online a Estocolmo (Suécia)

Duas cartelas de aspirina e um pênis de plástico, por favor. A partir de agora, pedidos como este já podem ser feitos em farmácias da Suécia.

A nova linha de produtos da Apoteket –companhia estatal que detém o monopólio das farmácias no país– foi apresentada no fim do mês passado e já chegou a cem lojas espalhadas pelo território nacional. Ao menos mais cem demonstraram interesse nesse tipo de venda. O nome do conjunto é “Trust in Lust” (algo como “Acredite na Luxúria”).

***

Se a moda pega vai ter gente babando na gravata.

Deu no Valor:

Ingrid Betancourt defende possibilidade de terceiro mandato de Uribe

SÃO PAULO - Um dia depois de ser resgatada do cativeiro onde guerrilheiros das Farc a mantiveram por seis anos, Ingrid Betancourt defendeu ontem que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe possa concorrer a um terceiro mandato.

Em uma concorrida entrevista concedida na Embaixada da França, em Bogotá, Betancourt foi perguntada sobre uma possível reeleição de Uribe. ” Por que não uma segunda reeleição? ” , disse. ” Me agrada a reeleição ” e a possibilidade de os países darem ” continuidade para escolher um rumo ” , acrescentou.

Eleito em 2002, Uribe está em seu segundo mandato. Aliados tentam costurar uma alteração na Constituição que permita um terceiro mandato. Como sua reeleição passou a ser contestada pela Suprema Corte - por denúncias compra de voto de para aprovar a emenda que permitia uma reeleição - Uribe quer um referendo para confirmar que seu governo siga até o fim, em 2010.

Ingrid, candidata à Presidência quando foi seqüestrada, disse que precisa ” refletir ” com a família se voltará a se candidatar.

***

Tio Rei até fez chamada para uma matéria do Estadão  sobre a mesma notícia, mas infelizmente não “voltou”, o que nos impede de conhecer sua opinião sobre o tema.  Vamos ver.

Discussão interessante no Estadão de hoje, tirada de uma matéria da BBC:

Geração Orkut corre risco de crise de identidade, diz psiquiatra

Identidade virtual poderia deixar vida real ‘chata e pouco estimulante’.

- A geração de usuários da internet nascida depois de 1990 - década da popularização da rede - pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês.Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria o fato de que os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação na internet e pelos sites de relacionamento como o Facebook, Orkut e MySpace.

“É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos”, disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.

O psiquiatra destaca ainda que as pessoas que se acostumam com o ritmo rápido dos sites de relacionamento podem achar a vida real “chata e pouco estimulante”, o que poderia causar problemas de comportamento.

“É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio”, disse.

Pesquisa

Tyagi começou seu interesse por identidades virtuais quando fundou um site que funciona como uma rede de contatos profissionais e se deu conta da distância enorme que há entre psiquiatras em atividade e pacientes mais jovens em assuntos relacionados à internet.

Ele constatou, após uma pesquisa com psiquiatras durante um congresso nos Estados Unidos, que a maioria dos profissionais não sabia da magnitude do impacto do mundo virtual na geração jovem.

Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez.

Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.

“A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar”, afirmou Tyagi.

Benefícios

O psiquiatra afirma que são necessárias mais pesquisas sobre o impacto da internet na geração jovem e ressaltou alguns benefícios dos sites de relacionamento.

Segundo ele, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas.

Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais.

Experiência

As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área.

Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi.

“Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim”, disse Jones.

“Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma - é apenas uma extensão do que eles já fazem”, concluiu o psiquiatra. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

***

A matéria original em inglês aqui. Outros posts interessantes sobre o assunto aqui e, para uma visão diferente do assunto, aqui.

Coisas assim me fazem ficar preocupado com as consequencias imprevistas (e imprevisíveis) de iniciativas governamentais no sentido da universalização da internet nas escolas. Por outro lado, a presença cada vez maior da Internet no dia a dia de todos nós é um daqueles dados da realidade sobre os quais, após consumados, nós não temos muito controle. Acho que a seleção natural é que vai ter que cuidar disso, no fim das contas (*).

***

(*) tenho participado de muitas reuniões onde o anglicismo “no final do dia” vem se tornando cada vez mais popular, principalmente na boca de advogados, que poderiam perfeitamente estar usando o mais tradicional e agradável “no fim das contas”. Eu não sou nenhum Aldo Rebelo, mas coisas assim me desagradam, de vez em quando.

Valeu, Samurai!

(*) piada interna  :)

Fui ver.  Gostei.  Lógico que como em toda grande antecipação o filme não é aquilo que eu esperava, mas é bom.

Por enquanto eu só tenho a dizer o seguinte: é muito estranho quando aquilo que foi novidade para nós passa a ser citação para nossos filhos.

Recebi hoje esta cândida cartinha:

Hola,

Soy la Senorita. LELHA ARIANE RENEE el unico nino del difunto de Sr. y la Sra. Lelha Maguy Georges. Mi padre era un comerciante de cacao y explotador de oro basado en Abidjan, la capital economica de Costa de Marfil, se ha envenenado por sus asociados en un viaje de negocios.
Antes de la muerte de mi padre, en noviembre de 2006, en una clinica privada en Abidjan lo revela que el a la suma de doce millones cinco ciento mil de dolares USD ($12,5M) en un banco su una cuenta bloqueada aqui en Abidjan, Costa de Marfil. Sobre el testamento que me dio, lo designo como el beneficiario de estos fondos como su hija unica.
Vengo a pues solicitar su ayuda por las siguientes razones:
(1) proporcionarme una cuenta bancaria sobre la cual transferir este dinero.
(2) servirme de encargado de estos fondos. Naci el 17 de julio de 1987.
(3) ayudarme a immigrar en su pais con un certificado de residencia para que hay mis estudios mientras que invertira el dinero en buenos asuntos en su pais.
Estoy dispuesto a darle 25% de estos fondos en compensacion de su ayuda y asistencia para la transferencia de mi herencia en su cuenta en su pais.
Sinceramente,
Srta. Lelha Ariane


雅虎邮箱,您的终生邮箱!

***

De fato, o mais aterrador são os caracteres chineses no final da mensagem, com um ponto de exclamação e apontando para, entre todos os lugares, o Yahoo chinês. No entanto, aqueles que quiserem ajudar a Srta. Lelha, uma costamarfinense de 21 aninhos a emigrar para o país com seus doze e meio milhão de dólares e ainda receber uma comissão, adiantem-se…

Flags of our fatwas

No NYT:

Panel Questions State Dept. Role in Iraq Oil Deal

Bush administration officials knew that a Texas oil company with close ties to President Bush was planning to sign an oil deal with the regional Kurdistan government that ran counter to American policy and undercut Iraq’s central government, a Congressional committee has concluded.

The conclusions were based on e-mail messages and other documents that the committee released Wednesday.

United States policy is to warn companies that they incur risks in signing contracts until Iraq passes an oil law and to strengthen Iraq’s central government. The Kurdistan deal, by ceding responsibility for writing contracts directly to a regional government, infuriated Iraqi officials. But State Department officials did nothing to discourage the deal and in some cases appeared to welcome it, the documents show.

The company, Hunt Oil of Dallas, signed the deal with Kurdistan’s semiautonomous government last September. Its chief executive, Ray L. Hunt, a close political ally of President Bush, briefed an advisory board to Mr. Bush on his contacts with Kurdish officials before the deal was signed.

In an e-mail message released by the Congressional committee, a State Department official in Washington, briefed by a colleague about the impending deal with the Kurdistan Regional Government, wrote: “Many thanks for the heads up; getting an American company to sign a deal with the K.R.G. will make big news back here. Please keep us posted.”

The release of the documents comes as the administration is defending help that United States officials provided in drawing up a separate set of no-bid contracts, still pending, between Iraq’s Oil Ministry in Baghdad and five major Western oil companies to provide services at other Iraqi oil fields.

In the no-bid contracts, the administration said it had provided what it called purely technical help writing the contracts. The United States played no role in choosing the companies, the administration has said.

Disclosure of those contracts has provided substantial fuel to critics of the Iraq war, both in the United States and abroad, who contend that the enormous Iraqi oil reserves were a motivation for the American-led invasion - an assertion the administration has repeatedly denied.

No man can be said to know anything, until he learns that every day is doomsday.

_ Ralph Waldo Emerson

O par perfeito

Mas não exatamente pelo motivo que vocês estão imaginando:

Hunger dictates who men fancy

Eat A study of 61 male university students found those who were hungry were attracted to heavier women than those who were satiated. The hungry men also paid much less attention to a woman’s body shape and regarded less curvy figures as more attractive. Although it is not clear exactly how hunger exerts an influence on attraction, past research suggests social, cultural and psychological factors are involved.

In some societies where food is a limited resource, such as the South Pacific, higher body weights are revered. In others where food is abundant, such as the West, lower female body weights are preferred. Evolutionary psychologists believe this is a survival preference. What you are looking for in a mate is the best chance of healthy offspring and in an environment where food is scarce, a heavier woman is deemed a safer bet for this.

Mais aqui.

(hat tip: 3quarksdaily)

Um post iluminador no Shrill Blog do Brad DeLong:

Jim Henley: Why the Republican Party Must Be Destroyed

Jim Henley provides the best argument I have seen on why the Republican Party must, for the good of the nation and the world, be destroyed immediately:

The Art of the Possible » Blog Archive » A (Public) Choice, Not an Echo: No matter who wins the election, so-called neoconservatives will probably remain the prime movers of Republican foreign policy for the foreseeable future.

1. They are the energized constituency within the Party. They care more about foreign policy than any other component except a slice of the paleos.
2. Neoconservatives have prominent media platforms that are useful to the GOP as a whole.
3. Neoconservatism is useful to important elements of the GOP coalition. It implies spiraling increases to military spending. It is a coherent nationalism for the nationalist party to embrace. It provides a ready-made critique of the domestic political opposition (”appeasers!”).
4. The “stab-in-the-back” narrative is a perfect example of the kind of magical thinking that explains away failure. The rituals didn’t fail us, we failed the rituals! This has worked for thousands of years. As sure as shooting, bad things will happen around the globe during an Obama administration. An Obama administration may even - gasp! - err in response to a crisis. The beauty of neoconservative ideology is that there is always some war that could, theoretically, have been launched at some point that didn’t get fought, and it will always be possible to claim that “if only” America had had the “will and imagination” to kill just those extra few foreigners, everything would have turned out different and better.
5. Neoconservatives play well with others. Neoconservatives have been willing to accede to or even advocate the fiscal goals of the rent-seeking element of the GOP and the social goals of the evangelicals.
6. It’s important to remember that first-generation neoconservatism was conservatism: the neocons shared the extant right-wing concerns about crime; the relationship of dependency to the welfare state; “bending over backwards” to ameliorate racism; changing family patterns. For every PJ O’Rourke-style Republican Party Reptile who merely wanted to cut taxes and “Give War a Chance,” there was a Norman Podhoretz or Daniel Patrick Moynihan concerned that “the blacks” were literally on their way to becoming a separate species.
7. Evangelicals and paleocons are not an identity. The nationalist self-satisfaction of neoconservatism - American hegemony is morally good - fits mainstream evangelicalism’s view of (Judeo-)Christian America as anointed by God. (And, of course, at war with Islam.)
8. Paleoconservatism does not play well with others. Its foreign policy does not lead to high defense budgets. Its immigration policy does not maximize cheap labor. Its preference for localism can foster hostility to agribusiness and large retailers. It will continue to be at a disadvantage in intra-party disputes on practically any topic, including foreign affairs, war and internal security prerogatives.

Simply put, outside of anti-Semitic fantasies, small groups of mostly Jewish intellectuals don’t bamboozle large Gentile institutions - and the Republican Party is nothing if not a large Gentile institution - into betraying their own perceived best interests. So-called neoconservatism became, by mid-decade, simply Republican foreign policy. The base assumptions of the GOP base and elite just are neoconservative. And that happened because the ideology of neoconservatism served Republican-Party interests and accorded with preexisting Republican-Party proclivities.

The question is whether one possible electoral defeat this year changes those interests significantly. My inclination is, no. Every country is going to have a nationalist party. This particular country’s nationalist party is still going to want to justify massive defense budgets, flatter the nation about its righteousness and paint its opponents as “on the other side.” Paleo-ism cuts against too many of those interests. The so-called Realists don’t inspire passion. Too many other rationales for an American nationalist party - from immigration to homophobia - are demographically doomed. So-called Neoconservatism is much more of a unifying factor than a source of division for the GOP and likely to remain so.

Christopher Hitchens defendeu que o waterboarding não era tortura, mas sim uma técnica extrema de interrogatório.  Críticos lhe disseram para experimentar.  E ele, diferentemente de alguns armchair hawks, experimentou.  No Guardian, matéria sobre isso:

Believe me, it´s torture

A matéria do Vanity Fair, aqui.

Deu no Estadão:

Indígenas da Raposa Serra do Sol recebem apoio do papa

‘Faremos todo o possível para ajudar vocês a protegerem suas terras’, afirma Bento XVI

Componentes.montarControleTexto(”ctrl_texto”)

GENEBRA - O papa Bento XVI garantiu nesta quarta-feira, 2, que ajudará as tribos indígenas em Roraima. O pontífice recebeu no Vaticano dois líderes das tribos da reserva Raposa Serra do Sol, que lhe entregaram uma carta apelando pela sua intervenção no conflito. “Faremos todo o possível para ajudar vocês a protegerem suas terras”, afirmou Bento XVI. O encontro estava sendo mantido em sigilo a pedido do Vaticano.

***

Tio Rei vai ter que rebolar para sair dessa.

Essa foto mostrando um Obama consideravelmente mais branco do que se supunha nas partes do corpo não banhadas pelo Sol (a menos de uma possível photoshopagem, é claro) está fazendo a festa das hostes republicanas, que já se apressam a chamar o candidato democrata de “John Kerry Bronzeado”.

E já que estamos mesmo na seção Jabá, não perdam os dois posts do Rafael Galvão sobre amor livre.

Disso o cabra entende, não há dúvida. :)

Este blog já mostrou alhures que a prática do waterboarding, usado pela CIA na “war on terror”, encontra suas raízes lá na Inquisição Espanhola.

Pois agora vem o NYT mostrar que as técnicas de interrogatório usadas tanto pela CIA quanto pelos interrogadores militares na base de Guantánamo são copiadas das técnicas chinesas de interrogatório usadas pelos chineses na Guerra da Coréia:

WASHINGTON - The military trainers who came to Guantánamo Bay in December 2002 based an entire interrogation class on a chart showing the effects of “coercive management techniques” for possible use on prisoners, including “sleep deprivation,” “prolonged constraint,” and “exposure.”

What the trainers did not say, and may not have known, was that their chart had been copied verbatim from a 1957 Air Force study of Chinese Communist techniques used during the Korean War to obtain confessions, many of them false, from American prisoners.

O que é verdadeiramente interessante é que muitas das técnicas são talhadas para se extrair falsas confissões:

The 1957 article from which the chart was copied was entitled “Communist Attempts to Elicit False Confessions From Air Force Prisoners of War” and written by Alfred D. Biderman, a sociologist then working for the Air Force, who died in 2003. Mr. Biderman had interviewed American prisoners returning from North Korea, some of whom had been filmed by their Chinese interrogators confessing to germ warfare and other atrocities.

Those orchestrated confessions led to allegations that the American prisoners had been “brainwashed,” and provoked the military to revamp its training to give some military personnel a taste of the enemies’ harsh methods to inoculate them against quick capitulation if captured.” (grifo meu)

Diante dessas peraltices, o Senador democrata Carl Levin afirmou:

“What makes this document doubly stunning is that these were techniques to get false confessions,” Mr. Levin said. “People say we need intelligence, and we do. But we don’t need false intelligence.”” (grifo meu)

Será que não?   O país provavelmente não, mas esse pode não ser o caso da máfia aboletada na Casa Branca.  Eu não fico propriamente surpreso com isso.  Diante de necessidades iguais, comportamentos iguais.

***

Nada há de novo sob o sol.

Sim, tem gente sem coração neste mundo.

A latinidade em festa

E não percam a cobertura completa, flexível e sem furos que Sergio Leo vem fazendo do complicado processo de negociação, no Mercosul, do REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL PARA PRESERVATIVOS MASCULINOS DE LÁTEX DE BORRACHA NATURAL.

O homem está fazendo barba, cabelo e bigode, em matéria de reportagem, e o que é mais importante, ao que eu saiba ele não chupou a matéria de ninguém. :)

Também no Valor, a idéia de que a maré montante do crescimento econômico levanta todos os barcos. Sim, todos:

Cães e gatos passam da classe D para a C e setor fatura US$ 1 bilhão a mais
Lílian Cunha
02/07/2008

No ano passado, cerca de 900 mil cães e gatos deixaram a classe D e passaram para a C, segundo estimativas da indústria pet. Eles acompanharam as duas milhões de famílias brasileiras que melhoraram seu padrão de vida entre 2006 e 2007. Assim como aconteceu no universo das pessoas - que passaram a consumir mais e melhor - os bichos também sentiram os benefícios da ascensão social.

“Esses cães, que antes não eram vacinados, tratados ou que recebiam apenas restos de comida, agora se alimentam de ração, tomam vacinas e usam antipulgas”, diz Luiz Luccas, diretor da operação brasileira da Merial, uma das maiores indústrias veterinárias do mundo.

Graças a esses novos consumidores caninos - e felinos também -, a ração para animais de estimação passou a fazer parte da cesta básica de compras de mais pessoas, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais Domésticos (Anfalpet). “Os cães que comiam pouca ração, estão comendo agora a quantidade certa. Os que ganhavam apenas um bifinho por semana, agora ganham dois”, diz o secretário-executivo da entidade, José Edson Galvão de França, se referindo a um dos petiscos caninos.

Em 2006, segundo ele, 42% dos cães e gatos domésticos eram alimentados com ração. Agora são 47%. Em relação a uma população brasileira de cães e gatos estimada pela indústria em 31 milhões, os cinco pontos percentuais de crescimento correspondem exatamente aos 900 mil bichinhos promovidos de classe social. Com isso, o faturamento dos fabricantes de rações passou de US$ 2,33 bilhões para US$ 3,06 bilhões no período.

***

Por outro lado, o NYT traz a notícia de que a magnata dos negócios imobiliários Leona Hemsley deixou em seu testamento, ao falecer, cerca de US$ 12 milhões para a sua cachorrinha, Trouble. E de US$ 5 a 8 bilhões para todos os outros cachorros do mundo:

Her instructions, specified in a two-page “mission statement,” are that the entire trust, valued at $5 billion to $8 billion and amounting to virtually all her estate, be used for the care and welfare of dogs, according to two people who have seen the document and who described it on condition of anonymity.

***

Portanto pensem bem antes de usar a expressão “vida de cão” novamente. Eduardo Dusek pode estar certo

***

Abaixo do folder, a matéria integral do Valor, para os sem-Valor.

Read the rest of this entry »

Se você pensa que a espera no aeroporto é o único fator concorrente para sua chegada atrasado a uma reunião, pondere esta matéria do Valor de hoje:

Vôos mais lentos para poupar combustível
Roberta Campassi
02/07/2008

A pressão do custo do petróleo, que dobrou de preço em um ano, tem levado as companhias aéreas a adotar uma série de medidas para economizar combustível, como reduzir a velocidade de vôo e ajustar os componentes das asas dos aviões com mais freqüência. Essas ações complementam o repasse dos custos aos passageiros, a principal arma das companhias. A TAM, por exemplo, anunciou que aumentará em cerca de 5% o preço pago por quilômetro até o fim do ano.

(…)

Conhecida por sua política de baixos custos, a Gol também está fazendo um ajuste fino nas operações. “São as migalhas que vão ficando pelo chão e que hoje vamos recolhendo para fazer um pãozinho”, diz Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente técnico. Entre essas medidas está a redução na velocidade dos vôos. Uma viagem entre Rio e São Paulo, que normalmente dura 40 minutos, ganhou dois minutos a mais, com uma economia de 0,5% no consumo de combustível. Agora, o combustível também é comprado com maior freqüência nos aeroportos dos Estados onde o ICMS cobrado é menor.

***

Ainda voltaremos aos dirigíveis, é o que lhes digo.

Alguém já viu?

Bateu 96% no Rottentomatoes, coisa, pra mim, unheard of.

Um texto muito bom no Valor de hoje, de autoria da Maria Cristina Fernandes, “cobrindo” o lançamento da Plataforma Democrática. Trecho:

Na mesa que deu início ao debate, o sociólogo Bernardo Sorj, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, polemizou com a platéia ao dizer que os sindicatos, partidos e ideologias políticas haviam cedido espaço para organizações que não se legitimam pelo número de filiados mas pela “força moral ou conhecimento técnico”. São utopias ditas supra-nacionais, como os direitos humanos, de minorias raciais e sexuais e a defesa do meio-ambiente. “Nas maiores cidades do mundo, o evento de maior mobilização social não é mais o 1º de Maio, mas a Parada Gay”, exemplificou o sociólogo que lançou, no seminário, o livro “O Desafio Latino-Americano: Coesão Social e Democracia”, em parceria com o sociólogo Danilo Martuccelli.

E mais:

Sorj ainda lançou um alerta contra o que chamou de ‘profundo mal-estar da classe média’ , provocado, em grande parte, pela exacerbação do individualismo crônico de uma sociedade latino-americana com atrofia histórica do Estado: “As classes médias são as grandes desestabilizadoras da democracia no continente”. E exemplificou com a crescente mobilização da classe média argentina contra o governo de Cristina Kirchner.

Ante o debate que se seguiu sobre o conceito de classe média, Sorj definiu-a como o segmento da sociedade que paga impostos e não vê o retorno do Estado em seu benefício. Dupas argumentou que, no Brasil, esse segmento tem sofrido transformações com ascensão de significativo contingente de baixa renda e o empobrecimento de setores profissionalizados, como os professores: “O forte processo de desconcentração de renda por que tem passado o país é positivo, mas será duradouro? A classe política, que tem dado contínuos pretextos para sua deslegitimação, será capaz de aumentar sua credibilidade?”

Eu sempre achei que esse é o grande problema por trás (êpa!) do grande contingente de “angry young men” da nossa direita anaeróbica: a impressão de que jamais conseguirão por seus próprios meios atingir/superar o padrão de vida atingido por seus pais, mais o horror de ver o aumento da competição simbolizado pela chegada de grandes contingentes das classes médias baixas ao paraíso capitalista.

Mas eu posso estar enganado.

***

Como bônus track, espero ansiosamente um comentário do Samurai a respeito de mais esta empreitada do IETS.

***

Texto integral abaixo do folder, para os sem-Valor.

Read the rest of this entry »

No Economist, uma matéria curiosa: um projeto de lei da autoria de um deputado de New York visa criar uma quota especial para imigrantes, tal como hoje já existe para profissionais de tecnologia da informação.  O que há de especial no projeto é que ele visa facilitar a entrada de…modelos profissionais.

Contra seus detratores, o autor do projeto, o deputado Anthony Weiner, a nova quota beneficiaria a economia da cidade de New York, onde a indústria da moda tem um peso razoável:

Steve King, an Iowa congressman, thinks the bill should be called the “Ugly American Act” because it implies there are not enough beautiful people in the United States. But Mr Weiner, a bachelor accused by the tabloids and his fellow politicians of using the visa issue to get himself a glamorous date, says he’s only thinking of New York’s economy, which is heavily involved in the fashion industry.

Tudo isso me faz pensar que neste outro post deste blog, sobre como o capitalismo criou um “mercado para a beleza” na Europa Oriental…

O leitor Thiago comenta, no post anterior sobre o assunto:

Seu texto cita dados baseados em população total. Está bastante claro, entre parênteses.
Se você utilizar apenas a população adulta em sua regra de 3, possivelmente chegará próximo do “1%” na maioria dos países, o que foi dito pelo Reinaldo Azevedo. Simples assim.
No meu comentário não defendi a posição do Reinaldo Azevedo ou a sua.
Acho apenas que para defender sua posição, você deva utilizar-se de números corretos. Repetindo: para não parecer injusto.

De fato, considerar a população carcerária como % da população adulta, e não da população total, tem o efeito de aumentar o percentual.  No entanto, é óbvio que em países desenvolvidos (e este era o ponto do Pedro Pluma) a pirâmide etária é tal que o % de não adultos é uma parte pequena do total da população.  Fiz uma tabela apenas para os países desenvolvidos, usando dados de estrutura da população fornecidos pelo CIA Factbook (lá, não há dados sobre população adulta, mas há uma estimativa do % da população com 14 ou menos anos de idade, o que usei como proxy):

(clique para ampliar)

Vemos que a diferença entre a população carcerária como % da população total e a população carcerária como % da população com 15 ou mais anos é minúscula e, em qualquer caso, ambas as proporções são bem menores que 1%, como supunha o Pedro Pluma.  Logo, mantém-se a “excepcionalidade americana” entre os países desenvolvidos em termos de encarceramento.

O Coturnix, do “A Blog Around the Clock”, um dos Science blogs, lembra que hoje a teoria da seleção natural faz 150 anos:

On this day 150 years ago essays by Alfred Russel Wallace and Charles R. Darwin were read at the meeting of the Linnean Society in London. This was the first time in history that the idea of natural selection was presented to the world.

Mais no blog do Greg Laden, do mesmo portal.

Talvez seja conhecida a história de que Darwin, apesar de ter chegado às conclusões que chegou, ficou muito reticente em publicá-las pois sabia do impacto que teriam (e quem lê sua biografia sabe que sua família era muito tradicional e religiosa). Apenas o conhecimento de que um outro naturalista, Alfred Wallace, havia chegado independentemente às mesmas conclusões é que o fizeram resolver a publicar seu trabalho _ aparentemente seu medo de perder a anterioridade da descoberta era maior que o medo de eventuais danos à sua reputação.  Em um interessante post sobre a publicação conjunta de Darwin e Wallace seu blog The Austringer, Wesley Elsberry diz:

The reading also forced Darwin’s hand, and the following months saw him discard his long-term project of writing a large monograph on natural selection, and instead hurry to produce an “abstract” of his work. That “abstract” is what we now know as the book, “Origin of Species”, published in November, 1859.

Ou seja, a “Origem das Espécies” é apenas um “abstract“.  Wow.

Festschrift aqui.

Cresce o desemprego, segundo o Estadão:

Ronaldo fica desempregado pela primeira vez na carreira

Contrato do jogador com o Milan acabou nesta segunda-feira; clube italiano ainda não demonstrou interesse

“Fenômeno” não joga uma partida oficial desde fevereiro, quando lesionou o joelho esquerdo
SÃO PAULO - Pela primeira vez em sua carreira profissional, o atacante brasileiro Ronaldo está sem clube. O contrato do jogador com o Milan, da Itália, acabou nesta segunda-feira e por isso a partir desta terça ele está desempregado, já que a equipe por enquanto não demonstrou interesse na renovação do acordo com o atleta.

Todos se lembram que Ronaldo já deu a volta por cima uma vez.  Mas agora, aos 31anos, parece que vai ser difícil.

Há vários dias o canto superior esquerdo da página internet do Estadão tem sido a ante-sala do inferno.

A manchete que eles devem estar loucos para estampar: “O Fim do Plano Real”.  O diabo é que é cedo, e eles não querem correr o risco de repetir 2005, onde soltaram os cachorros cedo demais.  Afinal ainda faltam mais de dois anos para as eleições.

Estou curioso para ver qual será a estratégia até lá.

O leitor Pedro Pena faz o seguinte comentário, no post “Reinaldo Azevedo, agente penitenciário“:

Olhei uns números de população carcerária. Países como Canadá, Suécia e Alemanha não têm populações carcerárias insignificantes. São até bem altas. E vários desses países “civilizados” até ultrapassam a marca de 1%. Pesquise um pouco.

Checar informações é sempre importante, mas realmente não sei onde você olhou, Pedro. Eu usei um grande banco de dados sobre populações carcerárias ao redor do mundo, do International Centre for Prison Studies do King’s College, e usando os dados deles descobri os seguintes números para os países que você citou (os números referem-se ao percentual representado pela população carcerária em relação à população total):

  • Canadá: 0,11%
  • Suécia: 0,08%
  • Alemanha: 0,09%

Os cálculos que fiz envolveram aproximações, porque seria dispendioso procurar a população de cada país da base (basicamente fiz uma regra de três), mas cheguei aos seguintes números para outros países que acho que concordaríamos em chamar de civilizados:

  • França: 0,09%
  • Noruega: 0,08%
  • Dinamarca: 0,07%

E cá estamos nós:

  • Brasil: 0,22%

Eis a companhia mais próxima dos EUA:

  • EUA: 0,75%
  • Federação Russa: 0,63%
  • Cuba: 0,53%

Aí embaixo coloquei a tabela completa que compilei (ali pode se ver que se falarmos em população carcerária absoluta, os EUA são imbatíveis, e o Brasil aparece em…quarto lugar), e aqui está o link da página de busca do ICPS. Pesquise, Pedro, pesquise…

Read the rest of this entry »

Está insone, prezado leitor?

Pois conheça o site Acalanto e locuplete o seu iPod:

Projeto Acalanto

Acalanto ou cantiga de ninar é o nome do canto entoado para adormecer as crianças. Considerado o canto universal do berço, ele pode ser herdado ou inventado para embalar o sono dos pequenos, com ternura.

Na história das civilizações, o acalanto tem sentido protetor, uma espécie de encantamento para afastar os maus espíritos. O fato de um adulto acalentar um bebê é inerente àquilo que chamamos humanidade.

Este vasto patrimônio humano, manifesto pelas cantigas entoadas em várias línguas por diferentes povos, está sendo reunido num grande acervo virtual de gravações e imagens, por iniciativa do Instituto Auditório Ibirapuera.

A intenção do IAI é coletar informações sobre o assunto, artigos, pesquisas e referências sobre o tema, para que este acervo cresça e vire um projeto capaz de beneficiar a educação e a cultura.

Eles têm um acervo em variadas línguas.   Boa soneca. :)

Die casting

Deu no Estadão:

Amy Winehouse ganha estátua de cera em museu em Londres

Vários artistas já foram imortalizados no museu Madame Tussauds, como os Beatles, Beyoncé e Jimi Hendrix

LONDRES - A cantora britânica Amy Winehouse, de 24 anos, terá sua própria estátua de cera no museu Madame Tussauds, de Londres, onde já foram imortalizados artistas como os Beatles, Beyoncé e Jimi Hendrix.

A cantora passará a fazer parte da sala dedicada à música que o museu inaugurará em julho, informou nesta segunda-feira, 30, um porta-voz da galeria.

Seus fiéis também:

Legislação permite que empresas vigiem funcionários
Um grupo de fiéis da Igreja Universal, cuja chefia responde diretamente ao bispo Honorilton Gonçalves, é responsável pelo monitoramento de muitas ações dentro das dependências da Record.

O grupo é formado por freqüentadores da igreja, e todos são considerados cargos de confiança. O trabalho fiscalizador é chamado, entre o grupo, de “missão contra o mal”.

Ele fica instalado em uma na sede da Barra Funda. Esse grupo faz a vigilância de mensagens enviadas e recebidas, monitora origem e destino de ligações telefônicas e ainda acompanha em vídeo o dia a dia dos funcionários.

Cabe lembrar que o monitoramento corporativo não é ilegal. Esse tipo de ação de proteção tem respaldo legal, Se um funcionário utiliza um e-mail, um equipamento (seja micro ou telefone) de uma empresa, ele está sujeito às regras da casa.

***

A história acima foi veiculada em uma matéria maior do Ricardo Feltrin, do UOL, sobre as recentes acusações da Globo à Record de que esta última estaria fazendo “espionagem” na Vênus Platinada.

Panopticon evangélico é dose.

Num guento mais.

Mil posts right now.

Saúde!  Mas não dirijam.  :)

Em uma discussão por si só interessante sobre quanto deve ganhar uma baby-sitter lá no Crooked Timber, eu achei este comentário extremamente percuciente:

Second, ‘skilled’ babysitters are a) extremely rare and b) quite expensive. You know them- the ones who, when you meet them, provoke all kinds of suppressed angst- “Dammit, why couldn’t YOU have been my mother?”, followed by the general uneasiness that they’ll be better parents to your kids than you are.

Tio Rei, delicadamente, chama a manada que escreve em sua caixa de comentários de analfabeta:

Queridos, uma dica

E se todos passassem a zelar pela língua portuguesa, hein? Mesmo na Internet? Vejam o caso dos comentários, por exemplo. Eu lhes sugiro que os redijam antes no Word, com o corretor acionado, eliminando os eventuais erros de digitação e de ortografia. Aí basta copiar e colar. O sistema não elimina 100% dos erros, mas o ganho é grande. Você gastará, no máximo, 10 segundos a mais. A língua agradece.

Não! Os erros nos comentários deste blog não são, na média, nem maiores nem menores do que em outros. Mas cada um cuida do seu jardim, certo?

E é um aprendizado. Pensem nisso.

Tio Rei

O que gerou comentários abjetamente leais como este:

Muito obrigado pela dica. Não vou ficar dependente, pelo contrário com a chance de aprender também com o word serei mais livre.

Alguém menos puxa-saco foi mais razoável:

Fernando Pessoa não escreveria no blog. Na questão ortográfica, principalmente, era individualista.

Quem leu suas considerações sobre a língua portuguesa sabe do que falo. Não gostavam da ortografia e da gramática do mestre, e ele fez um texto sobre as críticas, dizendo basicamente para não lhe encherem o precioso saco.

Também há gente que acha um horror os pecados mortais do Machado de Assis…

Word é a camisinha da gramática.

Não sabe escrever? Tem word.

E o impagável, dois comentários um depois do outro:

Ai, Rei! Tia Cris mandou um “nervoZinho” no outro comment! Foi mal. Correto e Word acionados para sempre, amém.

Ichi, era CORRETOR. O corretor corrigiu para “correto”.”

Depois, “alguém” escreveu um longo comentário ensaboado defendendo a sugestão do Tio Rei _ que claro, transformou-o em post logo depois:

Gentes

Sei que o Reinaldo não gosta de transformar a área dos comentários em chat, mas não resisto a respondê-los.

O Tio não quer que a gente fique word-dependente, nem que tenha medo de escrever - errado mesmo, que seja -, muito menos acha que o ideal para aprender a língua de Camões seja o uso de corretores ortográficos ou catecismos gramaticais ao invés de leitura e mais leitura.

Ele apenas está cuidando do próprio jardim, entendem? Quer ver todo mundo melhorar. Ademais, não precisa “escrever” no Word. Ele apenas SUGERE que, antes de postar, colemos o texto no Word só para conferência.

Ademais, o Reinaldo é paciente e tolerante. Ele publica comentários não só com erros de português, mas também com idéias das quais ele discorda (desde que se equilibrem em duas pernas, como ele mesmo diz, nem que seja com a ajuda de uma bengala). Eu já tive publicados comentários com erros grosseiros de português e com idéias das quais eu sei que ele discorda, às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.

Sendo educados, o Reinaldo reconhece nos comentaristas o esforço em acertar (na língua) e entender (as idéias divergentes) e tolera a diferença com a humildade de quem sabe que não é dono de verdade nenhuma e que todos somos passíveis de erros, humanos que somos.

É só uma sugestão do Rei, poxa. Ele não está estressado, não está chateado, não está fazendo exigências. Nem mesmo decepcionado ele fica.

E o jardim iria ficar tão mais bonitinho se ajudássemos a consertar um ou outro canteirinho cá e lá, o que não custaria absolutamente nada para gente!

***

Como se vê, o blog do Tio Rei é um jardim. Um jardim das aflissões

No Valor de ontem, uma matéria intrigante sobre o aumento do interesse sobre estudos brasileiros nas universidades norte-americanas:

Biocombustíveis, a questão amazônica, Petrobras e Embraer, um presidente operário, os holofotes da mídia mundial dirigidos para os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e o grau de institucionalização que o país atingiu inevitavelmente atraem a curiosidade dos estrangeiros, seja por novos negócios, seja por novas áreas de estudo. “Há 20 anos os estudantes ainda tinham aquela imagem do Brasil exótico, da terra do samba e do carnaval. Hoje, a visão é de um país emergente, uma potência que produz jatos, commodities e biocombustiveis”, afirma Todd Diacon, professor da Universidade do Tennessee e integrante de uma nova geração de brasilianistas, como McCann.

Esse novo panorama brasileiro pode explicar o aumento na demanda por informações sobre o maior país da América Latina, que se reflete no número de alunos universitários aprendendo o português. “Hoje, há cerca de 10 mil jovens aprendendo a língua. Há quatro anos, eles eram 7 mil. Houve, também, aumento de 20% no número de professores ensinando história do Brasil nas universidades americanas nos últimos cinco anos”, explica o historiador e brasilianista James Green, ex-presidente da Brasa (Associação de Estudos Brasileiros), que hoje mantém 600 associados. Segundo o professor, o total de especialistas, entre antropólogos, sociólogos e professores de literatura e língua portuguesa, chega a 800. Para ele, os jovens americanos enxergam no Brasil um campo vasto e ainda pouco explorado para desenvolver pesquisas inéditas nas ciências humanas.

Isso aqui também é interessante:

Outra explicação é que a intensa concorrência dentro da academia americana leva os pesquisadores para lugares onde há muitas áreas de estudo com potencial, mas pouco exploradas. “Os pesquisadores estão sempre em busca de aspectos novos, que saiam do modelo convencional. E a América Latina é sempre um terreno novo”, explica.

Qual será a opinião do Idelber?

Na íntegra abaixo do fold, para os sem-Valor.

Read the rest of this entry »

Krugman explica:

Atrios asks why the dateline on this financial story is Bangalore.

Because Reuters now covers U.S. financial markets from India.

Fun stuff.

***

Wow.

***

E aqui no Yglesias, comentários sobre o swap entre Rússia e Brasil e Ìndia no G8 proposto por McCain. Melhor comentário:

Plus, if you kicked Russia out of the G8 and added Brazil and India you’d have 9, not 8. No way that’d work for the G8. The man obviously cannot count!

Bônus track: tabela com o GDP em PPP das maiores economias.

1 United States 13,843,825
2 People’s Republic of China 6,991,0361
3 Japan 4,289,809
4 India 2,988,867
5 Germany 2,809,693
6 United Kingdom 2,137,421
7 Russia 2,087,815
8 France 2,046,899
9 Brazil 1,835,642
10 Italy 1,786,429
11 Spain 1,351,608
12 Mexico 1,346,009
13 Canada 1,265,838
14 South Korea 1,200,879
15 Turkey 887,964

E no Three Quarks Daily, as vantagens da promiscuidade. Pelo menos entre guepardas:

Whether it’s lions fathering all the cubs in their pride, or human males getting a pass for cheating on their girlfriends, males sleeping around rarely make the news-it’s the natural order, after all-unless the article is happily touting the genetic advantages a male gets from spreading his dna around.

But when female cheetahs were found to do the same by a Zoological Society of London study, the study’s words about “promiscuous” felines were quickly outnumbered in Google’s index by the phrase, “cheetahs are sluts!”

Study author Dada Gottelli was quoted thus: “Mating with more than one male poses a serious threat to females, increasing the risk of exposure to parasites and diseases. Females also have to travel over large distances to find new mates, making them more vulnerable to predation.” Sounds like a cheetah-specific version of certain sex-ed curricula: Don’t sleep around, girls, or you’ll catch lots of diseases and the male cheetahs won’t respect you in the morning. Male cheetahs, however, aren’t “promiscuous”-they’re creating a healthier gene pool.

Not too surprising, then, that most of the coverage glossed over the evolutionary benefit of promiscuity for both male and female cheetahs: Multiple cubs by multiple cub daddies increases the likelihood of genetic diversity-a definite positive for a threatened species. Furthermore, the study noted that the rates of infanticide in cheetahs are much lower than in other big-cat populations, likely because male competitors don’t know which offspring might be theirs. But why let the facts slow down a good headline?

Eu fiquei tão sem fôlego que acho melhor transcrever o post inteiro sem mais delongas:

The End of Theory: The Data Deluge Makes the Scientific Method Obsolete

Drew Conway pointed me to this article by Chris Anderson talking about the changes in statistics and, by implication, in science, resulting from the ability of Google and others to sift through zillions of bits of information. Anderson writes, “The new availability of huge amounts of data, along with the statistical tools to crunch these numbers, offers a whole new way of understanding the world. Correlation supersedes causation, and science can advance even without coherent models, unified theories, or really any mechanistic explanation at all.”

Conway is skeptical, pointing out that in some areas–for example, the study of terrorism–these databases don’t exist. I have a few more thoughts:

1. Anderson has a point–there is definitely a tradeoff between modeling and data. Statistical modeling is what you do to fill in the spaces between data, and as data become denser, modeling becomes less important.

2. That said, if you look at the end result of an analysis, it is often a simple comparison of the “treatment A is more effective than treatment B” variety. In that case, no matter how large your sample size, you’ll still have to worry about issues of balance between treatment groups, generalizability, and all the other reasons why people say things like, “correlation is not causation” and “the future is different from the past.”

3. Faster computing gives the potential for more modeling along with more data processing. Consider the story of “no pooling” and “complete pooling,” leading to “partial pooling” and multilevel modeling. Ideally our algorithms should become better at balancing different sources of information. I suspect this will always be needed.

***

Cosma Shalizi tem palavras álacres a respeito do artigo, também.

Deu na Reuters:

A dance student practices a move during a training session at a pole dancing school in Hefei, Anhui province, China, June 25, 2008. The dance school, which opened 2 months ago, is the first in Hefei to introduce pole dancing. Increasing in popularity, students, mostly women, sign up for the daily training for a variety of reasons such as to get fit, receive training to be a pole dancing coach and to work in night clubs. Pole dancing is billed as a serious workout, closely aligned with gymnastics.

E com isso a China está pronta a veicular nossas educativas novelas.  “Pole dance” para o povo!  E viva a TV púbica.

Se você acha que o mercado de teses e trabalhos de faculdade aqui entre nós é um escândalo, considere esta notícia do Slashdot: nas faculdades de ciências da informação dos EUA e na Inglaterra, é cada vez mais comum, por parte dos alunos, o “outsourcing” de trabalhos da faculdade para “profissionais” localizados na Índia e na Romênia _ desde trabalhinhos normais até projetos de fim de curso. O Slashdot tem um comentário aguçado, mas pertinente, sobre isso:

The irony of course is that if they actually get jobs in the sector, this will be how they actually work anyway.

Via Shifting Baselines, um blog do Science Blogs, fico sabendo que existe um movimento pelo consumo ecologicamente correto de peixes, e um site que lhe dá apoio, o International Seafood Guide.  Lá você consegue ver várias opiniões acerca da sustentabilidade do consumo de cada tipo de peixe.  Segundo informa a Janet, a blogueira do Shifting Baselines, há considerável consenso acerca da sustentabilidade do consumo do salmão, por exemplo, mas há muita controvérsia a respeito de outras espécies.  Um efeito perverso descrito por ela é o aumento do consumo das espécies tidas como de consumo sustentável _ de fato, se o thumbs up para um determinado peixe gera um excesso de consumo, o status do bicho pode prontamente voltar ao de consumo insustentável…coisas da vida.

Tio Rei faz o segundo necrológio de D. Ruth em um post hoje.  Nesse ele pegou pesado:

Aos 77 anos, podendo viver uma vida confortável, dedicar-se apenas a seus livros, aos netos, às viagens que eventualmente fazia em companhia do marido em palestras mundo afora, Ruth, não obstante, trabalhava pra valer na ONG Comunitas, sucessora do Comunidade Solidária. E com recursos que buscava na iniciativa privada — aliás, era o que fazia também o Comunidade Solidária. A ONG de Ruth era mesmo “não-governamental”. Desde que se fez professora, no Brasil ou no exílio, jamais deixou de trabalhar. E a morte a encontrou, perto dos 80 anos… trabalhando! Não é espantoso? Ruth, sozinha, era um verdadeiro Partido dos Trabalhadores.

Eu temo que algum petista vá lá no blog dele e diga, “mais respeito, babaquinha”.

Também acho que ele, sendo quem é, perdeu uma grande chance de ver o dedo do Foro de São Paulo em uma ONG que se chama, puxa vida, “Comunitas”!  Aí, está na cara que o criptobolchevismo é mera questão de erro ortográfico.

Tio Rei tá que nem o pessoal do Torre de Marfim: não gosta de índio. Nem de sertanista. O cara, tipo, pegou nojo. E volta com a história do Guardian:

A cascata da Survival International

Eu ia escrever ontem a respeito, mas acabei atropelado por outros fatos do dia. A Suvival International, em seu site, insiste que não deu truque em ninguém com as fotos dos tais “índios isolados” e, claro, condena a “mídia”. Vocês sabem: a mídia é o cobre de plantão de tudo quanto é pilantra intelectual e moral: quando eles não têm por onde se safar, acusam a… mídia.

O fato é que a tal tribo era conhecida desde 1910 — e não há apenas 20 anos. Se o dado não tivesse sido omitido, o que pareceu o grande fato antropológico em décadas não teria tido a repercussão que teve. Mais: José Carlos Meirelles, sertanista da Funai, fez parecer que se tratou de uma descoberta quase ocasional. Não foi. À rede de TV Al Jazeera (!?!?!?), ele afirma que a “descoberta” foi feita com monitoramento de satélite, tudo devidamente planejado.

Também se omitiu o fato de que a “descoberta” era menos uma ação da Funai do que da Survival, a ONG inglesa que, nas entrelinhas, deixa claro ter criado um fato jornalístico para chamar a atenção do mundo para a região.

E não custa lembrar. Em entrevista à Folha, no dia em que as fotos se tornaram públicas, 30 de maio, disse Meirelles: “Não sei quem eles são, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”.

Sabe, sim. O país sabe quem são eles. Desde 1910.

Bom.

Em primeiro lugar, com todo o respeito e admiração que tenho pelo The Guardian, gostaria de conhecer a fonte da informação de que já se tem conhecimento daquela tribo desde 1910. É possível que algum bravo pioneiro desbravador tenha passado por ali (se bem que sem GPS fica meio difícil dizer que se trata da mesma localização, até porque Meirelles não deu a localização exata do avistamento), mas acho meio difícil confirmar que se trata da MESMA tribo.

Em segundo lugar: na tal entrevista para a Al-Jazeera, o “monitoramento por satélite’ do qual Tio Rei fala se trata de meras coordenadas GPS e alguns mapas Google Earth repassados a Meirelles por um amigo. Meirelles trabalha em um treco chamado Frente de Proteção. Como o nome diz, sertanista é um cara que anda pelo sertão colhendo indícios da atividade dos índios; quando acha alguma coisa, marca em um mapa _ modernamente, em coordenadas de GPS. A única coisa que estranho é o tal mapa do Google Earth, porque duvido que fotos daquela região tenham a resolução suficiente para detectar pequenas clareiras na densa mata amazônica.

Em terceiro lugar: Tio Rei não sabe fazer dever de casa. Existe na internet uma entrevista feita com José Carlos Meirelles, em 2004, quando levou uma flechada no rosto. Na matéria ele já fala abertamente dos índios isolados da região de fronteira entre Brasil e Peru. Parece que se está explorando uma questão semântica: índio isolado não quer dizer índio jamais contactado. Índio isolado é índio que não quer saber de contato e prefere continuar sendo índio. A ponto de dar flechada em quem está por lá até mesmo para ajudá-los. Diz o trecho da entrevista:

Eles não identificam você como um aliado?
Aquela região ali é muito pródiga em índios isolados. Existem três grupos diferentes de índios isolados. Existem muitos índios. Você sabe que onde existe muita gente, onde existe 100 ou 200 pessoas, existem sempre as pessoas malvadas. No meio da gente não existem uns cabras que gostam de uma confusão? Com os índios isolados acontece o mesmo.

Você ainda chegou a avistá-los?
Não deu para ver nenhum. Estavam todos escondidos no barranco. Mas tudo leva a crer que não são os maskos, em razão das flechas serem diferentes. Acho que se trata do povo isolado que mora do outro lado do rio ou então são alguns jaminawas lá do Peru, que já têm um contato por lá e vêm aqui dar uma de brabo. As flechas têm algumas cordinhas de nilon, de saco de fibra. Pode ser que eles tenham roubado, mas em todo caso fica a dúvida. Mas eu creio que tenham sido mesmo os índios isolados dali.

Reproduzo a entrevista na íntegra aí abaixo do fold, só para ficar documentada.

Read the rest of this entry »

Nos EUA, a Suprema Corte fulminou legislação do estado de Louisiana que previa pena capital para estupradores de crianças.  Em seu voto, o Justice Kennedy escreveu:

When the law punishes by death, it risks its own sudden descent into brutality, transgressing the constitutional commitment to decency and restraint.

O crime em tela é perverso e repugnante, e acho que quase qualquer pessoa se veria tentada a fazer justiça pelas próprias mãos se algo assim acontecesse com um parente.  No entanto, a sentença, deve-se reconhecer, é uma aplicação ousada e corajosa do principio da proporcionalidade.

***

Já no Brasil o Reinaldão quer prender 1% da população brasileira.  Nesse ritmo ele consegue.

No Naprática, o blog que eu gostaria de escrever:

A propósito, da próxima vez que vocês ouvirem esses argumentos de sociólogo sobre como os padrões éticos mais frouxos dos pobres fizeram eles votar no Lula, lembrem-se desse número: o salário dos mais pobres cresceu 22%, o dos mais ricos apenas 4,9%.  Saquem suas navalhas de Occam e ponham o sociólogo pra correr.

Outra boa aqui.

Tenho recebido simpáticos e-mails de uma pessoa do marketing da Abril com sugestões de pauta para o blog.  Não é paranóia minha porque o assunto do e-mail é sempre o mesmo: “Sugestão de Tema”.  Exemplo:

Olá, tudo bem?

Eu trabalho na Abril e tenho uma sugestão para divulgação em seu blog. Este mês comemoramos o Centenário da Imigração Japonesa e o site da Abril possui uma matéria bem interessante sobre a moeda comemorativa que o Brasil lançou para homenagear esta data.